Saúde em Pauta

Medicina Preventiva

Esta seção é apenas informativa e não deve ser utilizada para fins de autodiagnóstico ou automedicação. Consulte seu médico regularmente.

Selecione acima a letra sobre o assunto relacionado. Exemplo: A - Alimentação

M

Maconha

Definição

A Cannabis sativa ou maconha é uma planta herbácea de clima quente e úmido, originária da Índia, que pode atingir até 5 metros de altura. Faz parte do grupo das drogas ilícitas, podendo causar dependência.


Características

Os primeiros relatos dessa erva no Brasil datam do século XVIII quando era usada para a produção de fibras chamadas de cânhamos. A planta da maconha contém mais de 400 substâncias químicas, das quais 60 se classificam como canabinoides, sendo que o tetra-hidrocarbinol (THC) é um deles e é a substância mais associada aos efeitos que a maconha produz no cérebro. 


Consumo

A maconha é uma das drogas mais usadas no Brasil por ser barata e de fácil acesso. O modo mais comum de ser consumida é através do fumo.

Ao inalar a fumaça da maconha, o THC vai diretamente para os pulmões que são revestidos pelos alvéolos, responsáveis pelas trocas gasosas. Por possuírem uma superfície grande, os alvéolos absorvem facilmente o THC e as outras substâncias. Minutos depois de inalado, o THC cai na corrente sanguínea, chegando até o cérebro. Em determinados locais do cérebro há receptores canabinoides, que ao serem estimulados, determinam efeitos sobre atividades mentais e físicas como a memória de curto prazo, coordenação motora, aprendizado e solução de problemas.


Efeitos

Depois de consumir a Cannabis, a pessoa pode apresentar memória prejudicada, confusão entre passado, presente e futuro, sentidos aguçados, perda do equilíbrio, diminuição da força muscular, perda da coordenação, aumento dos batimentos cardíacos, percepção distorcida, ansiedade, olhos avermelhados por causa da dilatação dos vasos sanguíneos oculares, boca seca e distúrbios do pensamento e dificuldade para a solução de problemas.

As pessoas que fumam maconha também estão suscetíveis aos mesmos problemas resultantes do tabagismo, como asma brônquica, enfisema pulmonar, bronquite e câncer.

Por outro lado, a maconha possui propriedade analgésica, antiemética, antiespasmódica, calmante, sedativa e tônica.


A maconha ilude, não se iluda com ela. Fique por dentro. Informe-se.




Malária


Definição

A malária ou paludismo é uma doença infecciosa causada por um protozoário (Plasmodium) transmitido pela picada da fêmea do mosquito Anopheles. A doença também pode ser adquirida por meio do contato direto com o sangue de uma pessoa infectada (como por exemplo, em transfusões sanguíneas ou transplante de órgãos ou ainda pelo compartilhamento de seringas entre usuários de drogas injetáveis).

O Anopheles, também conhecido como mosquito-prego, tem um comportamento parecido com o do mosquito Aedes aegypti que é o de depositar suas larvas em água parada.


Epidemiologia

Atualmente a malária ataca 500 milhões de pessoas por ano no mundo, resultando em 1 milhões de mortes. No Brasil, 98 % dos casos ocorrem na Amazônia.


Manifestações clínicas

Após a picada, os parasitas chegam rapidamente ao fígado onde se multiplicam de forma intensa e veloz. Em seguida, já na corrente sanguínea, invadem os glóbulos vermelhos e, em constante multiplicação, começam a destruí-los. A partir desse momento, aparecem os primeiros sintomas da doença. A principal manifestação clínica da malária em sua fase inicial é a febre, associada ou não a calafrios, tremores, suores intensos, dor de cabeça e dores no corpo. Pode haver também vômitos, diarreia, dor abdominal, falta de apetite, tonturas e sensação de cansaço.


Diagnóstico

O diagnóstico e o tratamento tardios podem resultar no agravamento da doença com quadros de anemia grave, insuficiência renal e hepática e coma. Praticamente, todos os órgãos e sistemas podem ser comprometidos. Crianças, mulheres grávidas, pessoas idosas ou debilitadas por outras doenças (infecciosas ou não infecciosas) são mais vulneráveis. Entretanto, qualquer pessoa que esteja se infectando pela primeira vez pode desenvolver quadros de malária grave. Diagnosticar e iniciar o tratamento correto na fase inicial da doença pode fazer a diferença entre a vida e a morte. 


Prevenção

Considerando-se que ainda não existe uma vacina disponível contra a malária, são fundamentais algumas medidas de prevenção, individuais e coletivas, cujo objetivo é reduzir a população dos mosquitos, bem como impedir ou reduzir a possibilidade do contato homem-mosquito. As principais medidas de prevenção individual são: uso de mosquiteiros impregnados ou não com inseticidas, roupas que protejam pernas e braços, telas em portas e janelas e uso de repelentes. No caso das medidas de prevenção coletiva destacam-se a drenagem, pequenas obras de saneamento para eliminação de criadouros de mosquitos, aterro, limpeza das margens dos criadouros, modificação do fluxo da água, controle da vegetação aquática, melhoramento da moradia e das condições de trabalho e uso racional da terra. 


Fique atento: a malária pode matar!



Mamografia

A mamografia é a forma mais eficaz para a detecção precoce do câncer de mamaSua realização anual está indicada a partir dos 40 anos de idade. Consiste na radiografia da mama que permite a detecção precoce do câncer, por ser capaz de mostrar lesões em fase inicial, muito pequenas, de apenas alguns milímetros. Realiza-se por meio de um aparelho de raios X apropriado, chamado mamógrafo.

Nos últimos anos, ocorreram muitos avanços na mamografia. Com a utilização dos modernos aparelhos de alta resolução, a dose de radiação é muito pequena e não causa prejuízo à saúde.

Durante o exame, a mama é comprimida de forma a fornecer melhores imagens, aumentando a precisão. O desconforto provocado é discreto e suportável.
Após a realização do exame, o radiologista vai examinar as mamografias e emitir um relatório para o seu médico, que, posteriormente, irá conversar com você sobre os resultados. 

Informe-se sobre a realização da mamografia e consulte o ginecologista anualmente.


Meio Ambiente

O meio ambiente é o conjunto de condições e influências naturais que cercam um ser vivo ou uma comunidade, e que agem sobre ele(s). Assim, o meio ambiente envolve todos os seres vivos e os ambientes em que eles vivem.

O Dia Mundial do Meio Ambiente foi estabelecido pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 1972. É celebrado anualmente desde então no dia 5 de junho e destaca a atenção e ação política de povos e países para aumentar a conscientização e a preservação ambiental. 

A importância da data está relacionada às discussões sobre a poluição do ar, do solo e da água, desmatamento, diminuição da biodiversidade e da água potável ao consumo humano, destruição da camada de ozônio, destruição das espécies vegetais e das florestas e extinção de animais.

A vida moderna tem trazido muitos prejuízos ao meio ambiente em virtude da grande quantidade de lixo descartada todos os dias, causando a destruição da natureza e a morte de várias espécies de animais.

É importante que a população seja conscientizada dos males causados pela poluição do meio ambiente, assim como de políticas que revertam tal situação.

O surgimento de iniciativas que buscam cuidar da natureza é uma resposta a uma série de problemas existentes no mundo: desmatamento de florestas e matas atlânticas, poluição das cidades, do ar e de recursos hídricos como rios, lagos, lagoas e oceanos, além de atividades como a caça e a pesca predatória. Algumas atitudes simples podem auxiliam na preservação do meio ambiente, tais como:


• Separação correta do lixo orgânico, latas de alumínio, papéis e metais para tornar possível o processo de reciclagem;

• Evitar o desperdício de água;

• Trocar as lâmpadas comuns pelas fluorescentes ou LED, que duram 10 vezes mais e gastam dois terços menos de energia;

• Procurar realizar caronas solidárias ou invista em meios de transportes menos poluentes, como a bicicleta;

• Evitar cortes desnecessários em árvores e plantar mudas nativas;

• Não aprisionar animais em gaiolas ou aquários;

• Não abandonar cães, gatos e outros animais domesticados;

• Não jogar sacolas plásticas ou chicletes no chão, que engasgam e matam pequenos animais;

• Não adquirir animais da fauna silvestre para estimação, como papagaios, tartarugas, micos-leões e outros;

• Denunciar maus-tratos a animais e cobrar ação dos órgãos ambientais.


Ajude a preservar o meio ambiente.


Dia Mundial do Meio Ambiente: 05 de junho



Mononucleose

Definição

A mononucleose infecciosa também conhecida como angina monocítica ou “doença do beijo”, é uma doença muito frequente e afeta principalmente crianças, adolescentes e adultos jovens. 


Causa

A infecção é causada por um vírus chamado Vírus Epstein-Barr (VEB).


Transmissão

A mononucleose infecciosa é transmitida de pessoa para pessoa principalmente através do contato com a saliva. Devido a isso recebe a denominação de “doença do beijo”, pois os adolescentes e os adultos jovens costumam contrair mononucleose infecciosa pelo beijo. É rara a transmissão através de transfusão sanguínea ou contato sexual. Após infectar a pessoa, o vírus tem um período de incubação que varia entre 30 a 45 dias, para então apresentar os sintomas. Algumas pessoas que foram infectadas com a mononucleose infecciosa podem contaminar outras pessoas mesmo depois que os sintomas cessaram, sendo que o período de transmissão pode durar um ano ou mais.


Manifestações clínicas

Essa infecção pode ser assintomática ou apresentar-se com amígdalas inchadas, aumento do baço e do fígado, dor de cabeça, dor nas articulações, erupção cutânea, fadiga, febre alta, inchaço dos gânglios linfáticos no pescoço e axilas, inflamação e dor de garganta e mal-estar.


Diagnóstico

O diagnóstico é realizado através do quadro clínico, juntamente como exames laboratoriais confirmatórios, como o hemograma e a detecção do anticorpo contra o VEB.


Tratamento

O tratamento da mononucleose infecciosa é basicamente sintomático, visando ao alívio dos sintomas e o controle da febre e da dor de garganta. Não há droga específica para o vírus e o quadro costuma se resolver espontaneamente em duas semanas. É também recomendado a hidratação e o repouso até a recuperação completa da infecção. Pode ser necessário o uso de antibióticos quando houver complicação bacteriana.


Complicações

A mononucleose infecciosa pode causar as seguintes complicações: amígdalas inchadas que podem obstruir a respiração; aumento do baço e, em casos mais graves, rompimento do órgão; hepatite, icterícia, anemia, diminuição das plaquetas, miocardite e complicações envolvendo o sistema nervoso como a meningite, a encefalite e a síndrome de Guillain-Barré.


Prevenção

A prevenção da mononucleose pode ser conseguida através da observação das seguintes medidas:


• Não beber no mesmo copo ou comer no mesmo prato de uma pessoa doente;

• Não compartilhar a mesma comida;

• Lavar sempre as mãos antes de se alimentar;

• Evitar os beijos na boca de desconhecidos.


A mononucleose pode ser evitada. Fique atento.



voltar